29 de abr de 2007

Concurso "Maravilha Bizarra PG"!!!

O Universo e Afins promove o concurso humorístico-reflexivo “Maravilha Bizarra PG”. Para participar, conheça abaixo alguns dos monumentos mais curiosos da cidade de Ponta Grossa, escolha qual é a “maravilha bizarra” mais marcante, e deixe isso claro em um comentário. Não esqueça de deixar também seu e-mail junto ao texto. Os participantes concorrem a livros. (Confira o regulamento completo clicando aqui!)


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1 – O Cocozão Suspenso de Uvaranas

Desde sua criação o monumento já recebeu vários apelidos da comunidade ponta-grossense. Apesar de também ter sido chamado de “quibe”, o apelido de “cocozão” foi aquele que predominou. Localizado em frente ao campus da Universidade Estadual de Ponta Grossa, a formação está bem no meio de uma rotatória no bairro de Uvaranas.

Há várias versões sobre o projeto inicial. Uma delas diz que o objetivo era que o monumento lembrasse um dos maiores símbolos paranaenses – a araucária. Por outro lado, o objeto deveria ficar girando no alto da haste metálica, o que torna menos plausível tal explicação. Além disso, há quem afirme que a idéia original era que jatos esguichassem água de baixo para cima, em direção ao objeto, ocultando assim a haste metálica, fazendo parecer que o “cocozão” estivesse flutuando. Escolha sua versão preferida.

2 – A Casa com Três Esquinas

Um escritor certa vez disse que, quando criança, morar em casa de esquina era sinônimo de status para o morador, pois significava viver em duas ruas diferentes. Em Ponta Grossa existe uma casa que ocupa um quarteirão. Ou seria um “quarteirinho”? O fato é que a casa possui três esquinas, formadas pelo encontro entre a Rua Dr. João Cecy Filho com a Rua Oliveira Lima e a Avenida General Carlos Cavalcanti. Se casa com três esquinas confere status, tem coisa errada aqui. Atualmente, ninguém mora na casa.


3 – O Mercadão Municipal

Inaugurado em 1969, o Mercado Municipal fica na região central de PG, e deveria servir como centro comercial. Entretanto, o edifício foi e está praticamente abandonado. Uma pena, pois a arquitetura é interessante. Em seu interior, uma rampa substitui as escadas, e uma clarabóia ilumina uma espécie de altar montado logo abaixo.
É verdade que ali ainda funcionam algumas empresas, uma lanchonete, e um açougue que emite o característico ruído de lâmina elétrica cortando carne. Mas a ausência de iluminação e a falta de segurança afugentam a clientela. Atrativo ali é o almoço oferecido na lanchonete. A comida é simples, mas custa apenas R$ 2, 50, com direito a cafezinho servido em copo de vidro.

4 – O Obelisco do Ponto Azul

O Ponto Azul é um espaço na Praça Barão do Rio Branco onde funciona um pequeno café, uma loja de flores e uma banca de revistas (que já fechou). O lugar foi construído em 2004 para lembrar que ali, no passado, existiu um ponto de encontro onde os ônibus paravam e a juventude se reunia.
Mas a construção de um obelisco exatamente no lugar onde estava um módulo policial causou polêmica. Se o espaço ficou mais bonito, em compensação ficou menos seguro. Na parte de cima do café foi colocado um painel decorado com desenhos que representam o passado de Ponta Grossa. Também foi pregada uma placa metálica contendo um texto do cronista Vieira Filho. Mas vândalos arrancaram a placa e picharam o painel. Ao menos o Ponto Azul voltou a ser referência como ponto de encontro durante o dia.

5 – O Monumento ao Nada

Um dos mais misteriosos monumentos de PG quase não é notado pelos transeuntes. Instalada atrás do Ponto Azul, na Praça Barão do Rio Branco, uma placa de concreto se ergue na vertical e ocupa posição de destaque na praça, sobre dois degraus. Mas não há, e parece que nunca houve, placa indicando a razão de sua existência.
Seria uma homenagem a alguém? Homenagem que acabou sendo esquecida com o tempo? Ou talvez um relógio de sol? Seu formato parece ter um propósito, pois a base é um pouco irregular se comparada com o topo. Hoje é um local onde velhinhos sentam-se ao final da tarde para chupar picolé de groselha.

6 – A Catedral Inacabada

A atual Catedral de Ponta Grossa veio substituir a antiga, que ficava no mesmo local, no ponto mais alto do centro da cidade. Mas o início de sua construção começou em 1979.
Vinte e oito anos depois, ainda não está terminada.
Apenas agora, em 2007, começaram os trabalhos de revestimento das torres da Catedral. Sua arquitetura também foi bastante criticada. Há quem ache linda, e existe quem diga que ela não se enquadra em nenhum estilo, constituindo assim uma aberração arquitetônica. A esperança é que ela esteja terminada até o próximo aniversário da cidade, em 15 de setembro de 2007.

7 – As Ruínas da Rodoviária

Durante muito tempo o terminal rodoviário de Ponta Grossa foi alvo de críticas. As paredes descascadas, o teto cheio de goteiras, a fiação elétrica ameaçadora e a calçada cheia de buracos são apenas alguns dos itens que tornaram a rodoviária pouco admirada por ponta-grossenses e viajantes que por ali passaram.
Atualmente, a antiga rodoviária está sendo demolida para a construção de outra. O que existe é um pedaço do prédio, onde os ônibus transitam. Antes a fachada trazia a inscrição “Rodoviária”. A ironia do acaso fez com que a demolição deixasse intacta apenas a inscrição “ria”. Mas seu significado é uma questão de interpretação.

8 – O Espelho D’água

O Parque Ambiental Manoel Ribas é conhecido por possuir poucas árvores. Mas, é preciso admitir, existem algumas árvores de romãs em volta... Curioso mesmo é encontrar o espelho d’água sempre seco.
Nos fins de semana o espaço é ocupado por dezenas de cães de rua, ou por crianças que encontram ali o melhor espaço para andar de bicicleta. Já que o excesso de ladeiras e a ausência de espaços adequados tornam difícil a prática de ciclismo, o espelho d’água serve de ciclovia.

9 – A Rua Invertida

Ponta Grossa não tem muito em comum com a cidade de Londres. Mas existe um trecho de rua onde os veículos dirigem no sentido inverso: vão pela esquerda e vêm pela direita. Trata-se de uma via criada especialmente para os ônibus que entram e saem do terminal central.Fora isso, Ponta Grossa e Londres têm pouco em comum...
A pontualidade de seus habitantes é a mesma do restante dos brasileiros. Os táxis são brancos. A última cabine telefônica era azul, e foi retirada há cerca de quatro anos. E o mais próximo de um Big Ben seria o relógio da Biblioteca Pública Municipal, que fica na antiga estação de trem... Mas seus ponteiros estão parados há tempos.
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Dê seu voto... escolha a "Maravilha Bizarra PG"!

18 de abr de 2007

Boato causa rebuliço no supermercado

Possível reciclagem de leite confunde consumidores

A boa Teoria da Conspiração é aquela que não pode ser provada, nem desmentida com facilidade. Mas, muitas dessas Teorias começam com simples boatos, que se espalham com velocidade assustadora, e nem dão tempo para serem desmentidos.

Há pouco mais de um mês fui ao supermercado e, quando ia apanhar uma caixa de leite, tive que esperar a indecisão do sujeito que estava à minha frente. A maioria das pessoas simplesmente olha a marca e o preço do produto. Outros, mais atentos, reparam na data de validade. Mas esse cidadão fazia mais que isso... tirava uma das caixinhas de leite de dentro do pacote ainda lacrado, e olhava com extrema atenção o fundo da embalagem.
Quando me viu ao seu lado, procurou justificar a atitude:

_Está vendo esse número aqui embaixo da caixa de leite? – perguntou, apontando para um número 5 – Significa que o leite voltou para a fábrica 5 vezes, foi reciclado, e trazido de volta até a prateleira do mercado.

E, depois da explicação, devolveu o leite com número 5, e levou outro que tinha número 2 embaixo da embalagem.

Eu jamais tinha ouvido falar naquela história. Leite reciclado? Seria possível? Só mesmo falando com um técnico para saber se era verdade. Mas, desde então, comecei a reparar que as caixas de leite traziam sempre um número (entre 1 e 5) no fundo da embalagem. Podia ser verdade. Eu podia estar bebendo leite “velho” sem saber.

O fato é que essa informação foi se espalhando depressa. Tão rapidamente, que deve ter chegado até a gerência da empresa que fabrica embalagens de leite longa-vida. E, nos últimos dias, as caixas de leite começaram a ser vendidas junto com um folheto que desmente, de forma quase irritante, o boato que se espalhou pelos supermercados.


O panfleto explica que a numeração contida na embalagem serve apenas para identificar de qual trecho da bobina de papel saiu a caixa que o consumidor tem nas mãos. Seria um meio para garantir o controle de qualidade das embalagens.

O folheto termina dizendo que “O Leite Longa Vida é inspecionado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e pela Vigilância Sanitária e NÃO pode, por lei, ser reprocessado”.

Continuei desconfiado e, para sanar a dúvida, tive que ver pessoalmente uma dessas bobinas de papel, de onde saem as embalagens. E, não é que é verdade! Cada bobina possui vários números que, aparentemente, não têm relação com o conteúdo da caixa.

Essa história me fez lembrar de outra Teoria, surgida no final da década de 1980. Quando lançaram o videogame Atari, alguém espalhou o boato de que o brinquedo estragava o aparelho de televisão.

Não fiquei sabendo de nenhum televisor que pifasse por causa do videogame. Mas sei de inúmeros jovens que só puderam jogar pacman em televisores antigos, porque “na TV nova da sala, nem pensar”, diziam os pais.

Também existe a teoria que diz que a tecnologia do Atari foi trazida do espaço por alienígenas. Mas essa ainda não foi desmentida.