12 de dez de 2011

Mais que uma casa nova

Janeiro promete ser uma data divisora de águas para este pisciano que raramente lê seu signo... No próximo mês entro em férias, mudo de endereço e, praticamente, de estado civil. Digo praticamente pois, nós, pessoas com orçamento limitado, devemos optar entre ter uma casa ou ter um casamento. A alternativa A pareceu mais prática e, por essa razão, eu e a Pri passaremos a viver sob o mesmo teto, o que promete não ser muito difícil, considerando que já passamos juntos a maior parte de nosso tempo livre.

Ainda assim, creio que a mudança será uma experiência e tanto. Uma viagem de autoconhecimento maior do que todas que já experimentei. E estou incluindo aí Morretes e Guaraqueçaba. Tenho mais curiosidades do que receios nesta mudança. No período em que estamos namorando, descobri muito a meu próprio respeito, e passei a perceber e aceitar meus defeitos e erros que antes ignorava. Minha insegurança, meu perfeccionismo, minhas preocupações e desatenção. Ao mesmo tempo, vi com mais clareza algumas qualidades, que guardo para mim. Vai que alguém diz que não são qualidades...

Mas, o encontro seguido da despedida cria um vínculo menor entre o casal. Agora, vivendo na mesma casa, espero descobrir mais a meu respeito e a respeito dela. Compreender melhor que atitudes são esperadas de mim e quais devem ser tomadas. Encontrar o equilíbrio entre o que se quer, o que se pode e o que se deve fazer. E ficar sabendo quem sou eu, vivendo em uma casa que não é de meus pais, na qual até hoje sempre tive tudo o que precisei, do carinho aos bens materiais.

Enquanto muitos deixam a casa de seus pais num ato de rebeldia, porque não concordam com as atitudes deles e não os suportam, eu deixo a casa de meus pais apenas porque sei que é tempo de sair. Pois, na verdade, foi nos últimos dois anos e meio que percebi de forma ainda mais evidente o quanto eles são importantes em minha vida. Notei de forma mais clara o quanto torcem por mim. Percebi o apoio que sempre que precisei. Com eles e com meu irmão, meu maior amigo, e que sempre entende minhas piadas, até as sem graça, sempre tive um refúgio.

Nos próximos dias sairei da casa de meus pais e de meu irmão com a tranquilidade de saber que eles também estão sempre de braços abertos. E que eles saibam que meus braços também estão abertos para eles, que agora terão mais alguém para visitar aos domingos. Se virem!