27 de jan de 2013

Passeio por São Luiz do Purunã

Mais uma aventura em local desconhecido
A manhã deste domingo iniciou com o céu nublado mas, aos poucos, o tempo foi abrindo. No final da manhã, eu e a Pri ficamos animados para mais uma pequena viagem. Optamos por São Luiz do Purunã, distrito de Balsa Nova, região metropolitana de Curitiba.

Ir de Ponta Grossa até São Luiz do Purunã é uma experiência que, logo de cara, traz um incrível sentimento de paz interior, antes mesmo de passar pelo portal de entrada do Distrito. Isso porque, indo pela rodovia, rumo a Curitiba, o viajante passa por apenas um dos três pedágios que levam à capital. E como o pedágio da concessionária do referido trecho de rodovia é uma verdadeira forca, não existe sensação melhor do que ver o segundo pedágio a poucos metros, e fazer o retorno. É como encontrar dinheiro no bolso da calça esquecido no guarda-roupa.



A Pri no portal de entrada. Pose para a foto...
















Passado esse momento de euforia, seguimos a placa e estacionamos no portal de entrada de São Luiz. Algumas placas fazem alusão ao local como antiga passagem de tropeiros. Vimos um mirante. Mas, o mapa pareceu um pouco confuso, além de parcialmente desbotado pela ação do tempo. Do mirante, a visão é de muito verde, mas poucas edificações. Isso porque São Luiz do Purunã é lugar formado por diversas localidades, ligadas por estradas entre si, mas com largos espaços vazios, como costumava ser em antigas freguesias.

Vista do mirante na entrada de São Luiz do Purunã
















Do mirante, o que mais me surpreendeu foi o cheiro de mel. Seguimos a estrada inicial de calçamento e chegamos ao vilarejo. Uma lanchonete, alguns pontos de comércio, a maior parte relacionada com a atividade agropecuária. Seguimos por uma das estradas, vendo moradores locais e admirando as residências, algumas de muito bela arquitetura, contrastando com a simplicidade do ambiente.

Belas araucárias marcam o caminho

A estrada foi piorando, o calçamento deu lugar à terra, a terra deu lugar à poeira, e a poeira deu lugar às pedras e buracos. Depois de chegarmos ao tope de uma subida, sem notarmos nenhum destino especial, retornamos pelo mesmo caminho, de volta à entrada do vilarejo, e optamos por seguir outra estrada. Chegamos a uma placa com diversas indicações de pousadas, restaurante, café colonial, chocolate artesanal. Mas, boa parte dessas atrações era indicada como se estivesse para trás, do ponto de onde tínhamos acabado de vir. Não tínhamos visto, anteriormente, qualquer indicativo desses atrativos, ou teríamos parado.

Estranhando esse fato, decidimos seguir a indicação de uma das pousadas e, surpreendentemente, a placa nos levou de volta à rodovia, nos obrigando a sair da paisagem campestre que tanto nos havia fascinado. Indignados, voltamos da rodovia para a tal placa, e seguimos por outra estrada, que a placa indicava como se tivesse restaurante. Já era perto da hora do almoço.


A estrada foi, também, piorando a qualidade, e foram surgindo buracos e valetas, momento em que agradeci a Deus pelo tempo seco deste domingo. Passamos por outra pousada, onde não se via viva alma, e todas as portas e janelas estavam fechadas. Em frente, uma grande faixa dizia: "Estamos atendendo". Passamos por ela, e continuamos procurando o tal restaurante, até que, sem nenhuma placa indicativa de distância ou direção, e tendo a impressão de que todos os estabelecimentos comerciais ali estavam fechados, optamos por  ir embora.
Chalé e animais pastando: paisagem bucólica
















Decidimos voltar rumo a Palmeira, e almoçar no Restaurante e Lanchonete Girassol, lugar famoso à beira da rodovia. Mas apreciamos muito a paisagem de São Luiz do Purunã, lamentando apenas a falta de mais placas que orientem os visitantes, uma vez que os atrativos estão bem espalhados pelo lugarejo. Na memória ficaram as belas casas, as velhas araucárias, os bois pastando no alto de morros, e o cheiro de mel logo à entrada.