4 de ago de 2016

Veio o pokémon!

Hoje aconteceu algo bem estranho aqui neste País... Foi disponibilizado um aplicativo de smartphone
chamado Pokémon Go. É uma espécie de game interativo, baseado num jogo já relativamente antigo e que deu nome ao desenho animado Pokémon.

Bom, o jogo já estava meio esquecido, mas aí veio esse aplicativo que, pelo que entendi, disponibiliza uma espécie de mapa via satélite que mostra onde você está e exibe, no local, uma criatura. Certo... acho que não consegui explicar direito.

Funciona assim... aquele que tem o aplicativo instalado em seu celular é avisado quando há um pokémon por perto. A câmera é acionada, e mostra o exato local onde o bicho virtual está. Aí, o cidadão precisa atirar bolas virtuais na criatura, até acertar e ganhar pontos.

Essa loucura tomou conta de muita gente, que está caminhando de olho no celular à procura desses seres. É tipo um vício... pior que whatsapp. E dá margem a frases absolutamente surreais, do tipo:

- A Prefeitura é um Centro de Treinamento Pokémon!
- Legal! Vou descer pelas escadas, pra ver se encontro um.
- Ontem eu fui dormir com um na minha cama. Acordei com outros dois. E agora... onde eu pego os ovos?!

Estou relutando a instalar isso em meu celular, até porque... um velho smartphone com sistema Symbian provavelmente não permite a instalação desse app. Mas sei que não posso ficar sem entender e interagir com essa novidade, porque hoje tenho uma filha com sete meses mas, daqui a pouco, ela cresce e a tecnologia à qual ela terá acesso será muito mais avançada que isso.

Então, é melhor ir aprendendo um pouco sobre tudo que vem surgindo, antes que as inovações evoluam mais rápido que minha compreensão acerca delas. Seguem os downloads...

10 de fev de 2016

Velhinhas sequestradoras

Na segunda-feira, saí com minha esposa Priscila e nossa filha Melissa. A pequena, então com apenas um mês e dezessete dias, estava bem nervosinha e chorando bastante, talvez por causa do calor que fazia naquele dia. Quando a colocamos no carro, ela logo se acalmou... Dizem que o movimento e som do veículo lembram bastante o ambiente do útero, o que traz bastante calma a crianças pequenas.

Portanto, foi com tranquilidade que chegamos ao estacionamento do Shopping Antartica, pegamos o elevador, e descemos até o primeiro piso do edifício. O elevador abriu suas portas diante de uma cafeteria que eu não sabia que havia sido instalada ali [nossos passeios diminuíram bastante durante a gestação da Pri e, mais recentemente, com o nascimento da Mel].

Passamos ao lado das mesas de madeira onde algumas poucas pessoas lanchavam e saímos no saguão, entre as Lojas Americanas e o setor de moda masculina da C&A. Em meu colo, a pequena Melissa dormia tranquilamente, aparentemente sem se incomodar com a profusão de sons e cheiros totalmente inéditos que emanavam do Centro da cidade.

Ainda não tínhamos deixado o saguão do prédio, quando ouvi uma senhora já bem velhinha dizer algo como "Ah, meu Deus! Que pequenininha, que gracinha!" Tentei ignorar o comentário e acelerei o passo, mas então senti a mão da mulher em meu ombro, dizendo "deixa eu ver ela!". Eu nem tinha visto o rosto da mulher, mas reagi instantaneamente e respondi, sem pensar: "Não, não, não!", enquanto acelerava o passo, em tom de brincadeira. Só depois virei para encarar a velhinha que falou, de modo recriminatório, mas ainda sorrindo: "Malvado..."

Imediatamente compreendi que era uma dessas senhoras que não podem ver uma criança recém chegada ao mundo, e precisam olhar o bebê bem de perto, por uma razão que me escapa. Esse tipo de situação é quase sempre vista com simpatia ou indulgência, mas pode assustar um pouco. Ela arregalou os olhos diante da Melissa, que ainda dormia profundamente. Disse as coisas que todo mundo diz para minha filha (que ela é linda, perfeita, puxou aos pais etc) e, então, soltou essa confissão:

- Eu nunca tenho vontade de roubar nada na minha vida. Mas, criancinha pequena eu tenho vontade de roubar!

E aí quem arregalou os olhos fui eu! Como assim?! A mulher diz que quer roubar minha filha! Sorrisos amarelos surgiram, a senhora finalizou o encontro com um "Deus abençoe", e nós encerramos com um "amém" pronunciado simultaneamente por mim e minha esposa. A senhora seguiu seu rumo, nós seguimos o nosso. Tudo voltou ao normal.

Mas tenho apertado a Mel mais forte contra o peito, depois desse encontro bizarro, misto de benção sincera com ameaça de sequestro.

#SaiNazaré