11 de mai de 2013

Saga épica para compra de ingressos


Deve haver uma conspiração cujo objetivo é fazer com que o show do Capital Inicial, que acontece no próximo dia 18 de maio, em Ponta Grossa, seja um fiasco. Não sei qual é o motivo, mas como é difícil adquirir um mísero ingresso!!

Minha amada esposa, Priscila, decidiu que iria a esse show de qualquer forma. Portanto, ficou a meu cargo ir até um ponto de venda, adquirir o par de ingressos, e viver feliz para sempre. Claro que não poderia ser tão fácil...

Primeiramente, mantive a tranqüilidade ao notar, em um anúncio publicado no jornal para o qual trabalho, que o próprio jornal estava listado entre os pontos de venda. Sendo assim, bastaria descer um ou, no máximo, dois lances de escada para adquirir os tais ingressos. Aguardei mais alguns dias, até ter certeza de que a Pri desejava, realmente ir ao show. Seu nível de insistência me fez crer que sim. Portanto, no final do expediente em um dos dias desta semana, perguntei a uma colega do jornal que trabalha na recepção a respeito dos ingressos. Para minha surpresa, ela disse não saber nada a respeito. Inclusive, ficou ainda mais surpresa ao saber que o jornal era apontado como ponto de venda oficial. Em suma, o anúncio estava equivocado.

É claro que a Pri não gostou nada de saber disso. A cobrança aumentou e fomos até outro ponto listado no anúncio. Afinal, não podiam ser todas as informações falsas. Seguimos até o Shopping Antartica. Não havia quiosque para comércio dos ingressos, que eram vendidos em uma loja de trajes sensuais (ulalá!). Tudo bem, só que os ingressos eram vendidos a mais de R$ 50! E queríamos adquirir as entradas que custavam R$ 30, pois não queríamos prejudicar nosso orçamento tanto assim.

Saímos de lá e fomos a outro ponto de venda citado, a lanchonete Au-Au, no interior do Shopping Palladium. Chegamos lá e aguardamos que a atendente resolvesse largar o telefone. Após alguns minutos sendo completamente ignorados, ela foi nos dizer que, sim, eles vendiam ingressos, e custavam R$ 32 (os dois reais são de taxas, sabe Deus para pagar o quê). Mas que, não, o sistema não estava funcionando, e não poderiam vender naquele momento.

Na saída, só por farra, ainda passamos nas Lojas MM para perguntar a respeito da venda de ingressos para outro show, o do Skank, marcado para o final do mês. Para nossa surpresa, o funcionário não tinha nem ideia do que estávamos falando. Disse que só tinham convites, provavelmente se referindo a panfletos. E o lugar era apontado como ponto de venda oficial para este outro show...

Em seguida, ainda sugeri que fôssemos até a Play, casa de shows apontada como principal ponto de vendas de ingressos para o Capital Inicial na cidade. Mas a Pri já estava indignada de ter que peregrinar tanto. Não insisti mais.

Mas a Pri insistiu, no dia seguinte. Voltamos ao shopping para comprar o tal ingresso no Au-Au e, pasmem, depois que atendente desligou o telefone (ela deveria trabalhar em um call center), revelou que o sistema ainda não funcionava. E ainda aplicou um terrorismo, sugerindo que isso ocorria porque o preço ia subir.

No dia seguinte, quando achei que ela já acreditava que o destino não nos queria neste show, a Pri mais uma vez lembrou dos ingressos. Seguimos até o Posto BV, onde, segundo prometia o famigerado anúncio, estava outro ponto de venda. Lá, uma funcionária com cara de deboche nos disse que, sim, eles vendiam ingressos. Mas, não naquele momento. Só após as 14 horas.

Eram 13 horas e, como estávamos saindo para uma breve viagem ao Distrito de Guaragi, não havia possibilidade de esperarmos. Eu via a indignação impressa em 3D na face de minha esposa, quando lembrei que a Play ficava, justamente, no trajeto para a saída da cidade, por onde obrigatoriamente passaríamos.

Chegamos à Play. A atendente disse que, sim, vendiam ingressos. Sim, custavam R$ 32. Eu já ia pagar, quando ela informou que não aceitavam cartão. Precisamos nos deslocar até o supermercado para tirar dinheiro vivo em um caixa eletrônico e, só depois, conseguimos os tais ingressos.

Ao fim, após toda essa saga épica em busca dos ingressos do Capital Inicial, fico me perguntando: se para comprar ingressos já foi essa desorganização... imagina no dia do show. Senhor, livrai-me do pessimismo...