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9 de jun. de 2013

Atrasado para o café

O dia a dia corrido do trabalho como repórter do Jornal da Manhã, às vezes, me impede de dar 10 passos além de onde costumo ir. Quase colado ao prédio do JM está o Boteco do Seu Rui. Há meses eu não ia até ali tomar um café, o que é uma pena. Afinal, por várias vezes despertou meu riso ouvir Seu Rui gritando "Dae, Catraca!", ao me encontrar, casualmente, nas imediações do jornal.

De fato, o conhecimento dele acerca de meu principal personagem de tiras em quadrinhos, o Catraca, era sempre uma surpresa. A gente sempre acha que ninguém vê nosso trabalho e, na maioria das vezes, acredita que os poucos que veem são os que nos conhecem. Mas Rui, com quem só conversei, realmente, uma vez, não apenas demonstrava conhecer meu trabalho, como também mencionava a tira mais recente, a cada encontro casual.

Certa vez fui com o colega de traços, o chargista J. Robson (Sádico) até o boteco. Era para uma entrevista com ele, em uma reportagem sobre o humor na cidade. Sentamos a uma mesa no canto. O próprio Rui nos serviu, nos deixou à vontade, mas depois perguntou o que cada um de nós fazia. Creio que foi naquele momento que ele soube que eu era autor das tirinhas dominicais. Imediatamente, elogiou meu trabalho, e as charges do Sádico, também observadas a cada publicação no jornal.

"As pessoas ditas intelectuais não valorizam nosso trabalho. Aí vem o tiozinho do bar, e mostra que acompanha as publicações, e comenta... Isso é que faz a diferença!", comentamos eu e o Sádico, pouco antes de nos despedirmos, naquela manhã.

Ontem, passei no Boteco do Seu Rui. Pedi um café com leite, e perguntei por ele. Queria entregar um exemplar do livro "Traços de PG", com coletânea de minhas tiras e das charges do Sádico. A esposa, atrás do balcão, contou que Rui havia falecido. Tinha problemas no coração. Não perguntei quando aconteceu. Podia calcular que fazia muito tempo desde que o havia visto pela última vez. 

Os últimos goles do café tiveram menos sabor. O livro demorou a ser publicado. Eu demorei mais ainda para voltar a tomar um café naquele balcão.

Leia também o post "O boteco de Seu Rui"

14 de set. de 2011

Catraca em GIF

Opa... chegou a primeira tirinha animada do Catraca. Ou seja, formato GIF. Trata-se de algo um tanto quanto tosco para uma primeira tirinha com este recurso, mas estou mais animado que o próprio Catraca. Meu amigo Robison Queiroz foi quem me passou um programinha bastante simples para dar início à brincadeira.

E o roteiro para a tirinha foi de minha namorada, Priscila. Observe aqui o Story Board que ela preparou... É assim que começa. E abaixo está o primeiro teste.


O resultado final você
conhece no site

27 de jul. de 2011

Meus cartuns estão por aí...

Catraca no Gibicon nº0

Fico feliz ao perceber que tenho conseguido pequenas conquistas, mas de grande importância, através dos desenhos com o personagem Catraca. No domingo retrasado, dia 17, eu e minha namorada fomos até Curitiba, especialmente para marcar presença no Gibicon nº0, evento preliminar no Congresso Internacional de Quadrinhos, que ocupou diversos espaços no centro da capital paranaense.

Ali, munido de pequeno dossiê sobre figuras importantes, feito a partir de informações e fotos da internet, vi alguns dos quadrinistas e roteiristas de destaque no cenário nacional. Era o final do evento e também não tínhamos os planos de passar a noite em Curitiba. Então, assistimos a uma conferência na qual participaram os italianos Tommaso D’Alessandro (agenciador de quadrinhos) e Luca Raffaelli (jornalista cultural). No diálogo, eles esboçaram algumas de suas opiniões e traçaram um parâmetro do mercado europeu para os quadrinhos na atualidade. Ao final, Tommaso iria analisar portfólios e opinar sobre o trabalho dos desenhistas que ali estivessem.

A maioria levava diversas folhas de desenhos enormes e bem trabalhados. E ele tinha bastante a dizer, para o bem ou para o mal. Furei uma fila que começava a se organizar e joguei, diante de Tommaso, três páginas de tiras do Catraca. Mas não levou 15 segundos para que ele dissesse, em italiano, que não havia mercado para isso na Europa. Algo que ele já tinha dito durante a conferência... e eu só queria ouvir de novo.

Não foi surpresa e nem eu pensava em lançar as tiras no mercado europeu, ao menos por enquanto. É claro que ele completou dizendo que não entendia o que diziam as historietas, já que ele compreendia o italiano, mas não o português.

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Catraca em Curitiba

De volta pra casa, enviei uma mensagem através de site para a ZnorT, empresa especializada em ilustrações de diversos tipos, e sediada em Curitiba. Não mencionei detalhes de meu trabalho, apenas meu nome e minha atividade de cartunistas. Aí sim, veio a surpresa. Paulo da Rocha Loures Pacheco Jr, um dos responsáveis na empresa, me respondeu de forma bastante atenciosa e quase imediata, revelando que já conhecia as tiras do Catraca, e dizendo que eu poderia enviar meu portfólio para eles. É nessas horas que conseguir uma colocação no mercado se mostra, para mim, menos importante do que já ser conhecido no mercado. Catraca se populariza em Ponta Grossa, mas é reconhecido em Curitiba.

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Catraca é leitura

Ainda na semana passada, um telefonema recebido na redação do jornal me deixou ainda mais entusiasmado. Uma professora ligou pedindo autorização para reproduzir as tiras do Catraca em sua pesquisa, na qual aponta meus desenhos como motivadores da leitura junto a pessoas que estão aprendendo a ler. “Tem minha total autorização”, falei. Infelizmente não tenho o nome dela, que disse que me enviará solicitação formal via e-mail.

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Fã clube do Catraca

O Facebook e o Twitter certamente têm sido importantes ferramentas para a divulgação de meus desenhos. A Talita Moretto, que trabalha comigo no Jornal da Manhã, e coordena o projeto Vamos Ler de incentivo à leitura do jornal nas escolas, frequentemente publica as tiras do Catraca em sua página no Facebook. Nesta semana, ela publicou a mais recente, e dentre os comentários surgiu até um “fã club do Catraca”! São os membros do Projeto Saci, que trabalha com conscientização ambiental em São Paulo.

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Catraca no Youtube

Chegou ao Youtube, há poucos dias também, o vídeo de entrevista feita por Manu Rodrigues, da TVM, canal local a cabo, em seu programa Estação Urbana. O entrevistado foi este cartunista, no começo do ano, se me lembro bem. De lá pra cá, o endereço do site de tiras mudou para www.odanilo.com.br, mas a entrevista está bacana.


4 de jul. de 2011

Catraca passa de 200 tiras e site ganha novo layout

Uma aventura que começou em preto e branco completa quatro anos e mais de 200 tiras em grande estilo. Catraca, personagem de quadrinhos que desde 2007 ilustra cada edição dominical do Jornal da Manhã, acaba de ganhar novo site. A página de Tiras do Danilo (que sou eu) está no ar no endereço www.odanilo.com.br.

Não é apenas o endereço que ficou mais fácil de lembrar. A navegabilidade para o internauta e a interação foram ampliadas. Em consonância com a evolução da internet, as Tiras do Danilo agora estão linkadas com o Facebook e o Twitter, por exemplo.

Quem acessa o site pode ‘twittar’ a tirinha que mais gostou, ou curtir a piada e compartilhar com os amigos do Facebook imediatamente. Além disso, outra novidade é o ‘Risômetro’: é possível dar uma nota (de uma a cinco estrelas) para a tirinha. O sistema calcula uma média e informa o resultado atual abaixo da tira.

No arquivo é possível acessar todas as tiras feitas desde 2007, numeradas e datadas. A partir do site, o internauta também pode seguir o autor no Twitter ou ler postagens em seu blog Universo e Afins. As tiras seguem sendo publicadas na Revista Urbe do Jornal da Manhã.

Catraca é um garçom que vive situações bizarras relacionadas ao cotidiano. Suas histórias, não raro, envolvem lugares, acontecimentos ou personagens baseadas na realidade de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais. Algumas delas registram fatos que foram notícia nos jornais, como as obras da rodoviária, a revitalização da Avenida Vicente Machado, o pânico com a Gripe A. É como se colocássemos um marcador em alguns desses fatos, para relembrá-los sob o ponto de vista do bom humor, mesmo em situações ruins.