O mesmo acontece no Natal. No caso, a data é que determina o conteúdo das reportagens, que vão falar sobre a lenda do Papai Noel, o movimento nas lojas, a escolha dos presentes. Na Páscoa, a fabricação de pêssankas, a história de Jesus Cristo e... a criação de coelhos.
Mas existe uma reportagem que costuma ser repetida a cada ano, e que não tem relação direta com estações climáticas ou datas comemorativas. E esta reportagem eu vi no telejornal de ontem. Trata-se do uso comum (e, por isso mesmo, incomum) de números ímpares nos preços de mercadorias. Produtos que, em lugar de custarem R$10,00 custam R$9,99.
Parece uma coisa à toa. Mas o negócio é mesmo violento. Não acredito muito na utilidade desse procedimento, em termos publicitários. Não acho que deixaria de comprar a mesma mercadoria, se custasse um centavo a mais. Ainda assim, sempre existe a questão do subliminar, coisa que a gente não domina.
O problema é que, de subliminar em subliminar, a realidade é apenas uma: não recebo o troco. Nessa jogada de “noventa e noves” a gente sempre sai perdendo. Tudo bem que é coisa de um ou dois centavos. Só que é isso que me deixa pensando... que fim levou as moedas de um centavo??
Se for parar pra pensar, não sei quando foi a última vez que vi uma. Lembro que, há alguns anos, houve uma espécie de campanha para que as pessoas gastassem as moedinhas de um centavo que, segundo especialistas, ficavam perdidas em gavetas e frestas de sofás. Mas aqui em casa não tem nenhuma! Até fizemos uma reforma no sofá...
Então, aqui vai a teoria da conspiração da semana: Será que o Governo não parou de fabricar as moedas de um centavo, e recolheu as que já existiam, numa espécie de acordo com o comércio nacional, que de centavo em centavo acaba lucrando horrores?
E que fim levou as balinhas de troco? Tá tudo escondido com as notas de cem reais?





